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2012-04-01

Ação unificada

Teachers and students of ECEM, fist row from left: Lt. Col. Mario Bueso
                    Caballero, Col. Víctor Manuel Núñez Durán, Cmdr. Nelson Cruz; second row: Cmdr.
                    Héctor Tercero López, Maj. Melvin Flores, Lt. Col. Nahúm Canales Cruz; third
                    raw: Maj. Marco Tulio González, Maj. Walter Hernández. [Sandra Marina
                    Johnson/Diálogo]

Teachers and students of ECEM, fist row from left: Lt. Col. Mario Bueso Caballero, Col. Víctor Manuel Núñez Durán, Cmdr. Nelson Cruz; second row: Cmdr. Héctor Tercero López, Maj. Melvin Flores, Lt. Col. Nahúm Canales Cruz; third raw: Maj. Marco Tulio González, Maj. Walter Hernández. [Sandra Marina Johnson/Diálogo]

Eles geralmente têm vidas separadas no ar, na terra e no mar, mas no campo de futebol da Escola de Comando e Estado-Maior de Honduras (ECEM), os oficiais do Exército, Marinha e Força Aérea de Honduras misturam-se no mesmo gramado. A tarde ficava mais fresca nas colinas de Ocotal, Honduras, a poucos quilômetros do centro de Tegucigalpa, quando os estudantes do 24º curso da Escola de Comando e Estado-Maior fizeram uma pausa para dedicarem-se ao esporte. Durante semanas, eles treinaram para adquirir as habilidades necessárias, no caso de serem promovidos a tenente-coronel ou comandante.

Desde a sua fundação em 1981, cerca de mil oficiais formaram-se no centro de instrução militar. Apesar da ECEM continuar consolidando o treinamento de oficiais hondurenhos para funções na unidade de Comando e Estado-Maior, o Coronel de Infantaria Víctor Manuel Núñez Durán, diretor da escola, explica que o programa acadêmico foi modificado ao longo do tempo para responder à constante mudança de ameaças e segurança no istmo. “As situações de conflitos que tivemos anteriormente foram convencionais, mas pelo fato de problemas, tais como, o terrorismo, o narcotráfico e o crime organizado terem aumentado, temos ajustado todos os aspectos da nossa doutrina e incorporado outros temas de estudo, sem esquecer da nossa tarefa, que é a defesa nacional”, comentou ele.

Atualmente, a escola oferece dois cursos diferentes simultaneamente: o Curso de Comando e Estado-Maior (CCEM) e o Curso de Altos Estudos Militares (CAEM). O CCEM é um curso obrigatório de 18 meses para majores ou comandantes que pretendem progredir em suas carreiras.

O CAEM, no entanto, é um privilégio exclusivo para aqueles que se distinguem como tenentes-coronéis ou comandantes. Somente os 10 melhores candidatos ao curso e os cinco primeiros de classe do CCEM são escolhidos para participar do curso que tem duração de 37 semanas. Outros requisitos incluem um histórico impecável militar, assim como, excelentes condições físicas e psicológicas.

O Capitão-de-Fragata Héctor Tercero López, um dos estudantes do CAEM, disse a Diálogo que a dinâmica e natureza prática do curso os mantêm motivados. Ele explicou que uma vez que a constituição hondurenha estabelece a participação do Exército em missões de paz, ajuda humanitária e missões de resgate, os alunos não apenas recebem treinamento teórico sobre os temas, mas também são convocados a cenários de prática, no intuito de planejar o auxílio a hondurenhos ou pessoas de outras nações em caso de um desastre.

Durante o tempo na escola, os oficiais também têm a oportunidade de adquirir um diploma em educação e pedagogia militar ministrado por acadêmicos da Universidade Nacional de Defesa, além de um mestrado em administração de empresas pela Universidade Nacional Autônoma de Honduras. Isso é algo que diferencia a ECEM de outras escolas do mesmo gênero na América Central, enfatizou o diretor.

Além de Honduras

Apesar de a ECEM estar localizada no topo de uma colina, em uma bela área rural da capital hondurenha, sua visão vai além das fronteiras do país. Recentemente, acadêmicos do Centro para os Estudos de Defesa Hemisférica, sob a responsabilidade da Universidade Nacional de Defesa dos EUA, visitaram salas de aula da ECEM para oferecer uma oficina de três dias sobre gangues e tráfico de drogas. “Temos experiência prática nesta questão. Eles possuem a tecnologia para criar cenários de simulação, o que motiva o debate e a busca de soluções”, disse o Tenente-Coronel de Infantaria Mario Bueso Caballero, chefe do departamento acadêmico da ECEM.

Outro tema-chave para os futuros graduados em suas missões como oficiais das altas patentes das Forças Armadas é o direito internacional humanitário e direitos humanos. Segundo o Cel Núñez Durán, ensinar o respeito por esses princípios é fundamental para reforçar as orientações morais, éticas e profissionais, que são essenciais no exercício do comando e desempenho em todos os níveis das Forças Armadas. Os estudantes da ECEM concordam que um dos aspectos mais significativos do período na escola é a oportunidade de conhecer colegas de diferentes unidades das Forças Armadas hondurenhas, algo que é obtido através de projetos de apoio à população local, além é claro dos jogos de futebol à tarde. “Fiz toda a minha carreira na Força Aérea, mas aqui, durante o treinamento para ser um dos comandantes de nossas Forças Armadas, dividimos experiências com os líderes de outras unidades, nos tornamos amigos, e desenvolvemos o mesmo segmento de ideias”, disse o Major da Força Aérea Marco Tulio González Aguilar, um estudante do 24º curso da Escola de Comando e Estado-Maior. Este é precisamente o espírito do lema da escola, repetido em cada sala de aula: “Ação unificada”.

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