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2011-07-01

Centro para os Estudos de defesa Hemisférica: Uma ponte para o conhecimento

Richard Downie, diretor do Centro para os Estudos de Defesa Hemisférica, durante a cerimônia de graduação na Universidade de Defesa Nacional.[Centro para os estudos De DeFesa Hemisférica]

Richard Downie, diretor do Centro para os Estudos de Defesa Hemisférica, durante a cerimônia de graduação na Universidade de Defesa Nacional.[Centro para os estudos De DeFesa Hemisférica]

DIÁLOGO

No início da década de 1990, as autoridades de defesa da América latina expressaram profunda preocupação com o pouco conhecimento que civis demonstravam ter sobre temas militares e de defesa em seus países. William Perry, na época secretário de defesa dos EUA, idealizou uma instituição de ensino adaptada às necessidades específicas do hemisfério ocidental. Ele propôs a criação de um centro regional para abordar o problema durante a segunda reunião ministerial de defesa realizada em 1996 em Bariloche, na Argentina.

Desde então e até setembro de 1997, uma equipe do Departamento de Defesa dos EUA e a Universidade de Defesa nacional trabalharam para elaborar o que se tornou o centro para os Estudos de Defesa hemisférica (chDS). A equipe consultou as partes interessadas da região, incluindo ministérios de defesa e academias civis, para descobrir como melhor integrar as questões de segurança e defesa nas democracias revitalizadas, que precisavam contar com defesa civil e liderança de segurança fortalecidas.

Localizado dentro da Universidade de Defesa nacional, em Washington, D.C., o CHDS abriu suas portas no dia 17 de setembro de 1997 e logo se estabeleceu como um fórum para troca de informações e tornou-se um ponto de referência para os acadêmicos dos Estados Unidos, América latina e caribe, oferecendo cursos, seminários e workshops sobre questões-chave de defesa e segurança.

Em entrevista para a Diálogo, Richard Downie, diretor da escola, disse que o CHDS é o centro regional do Departamento de Defesa dos EUA para as Américas. “Começamos focados primariamente na educação de civis da comunidade de defesa e segurança, e nossa missão era, e ainda é, principalmente, ajudar nessa arena”, afirmou Downie. “Devido aos regimes autoritários que persistiram na América Latina durante décadas, o nosso papel era, inicialmente, ajudar a educar um núcleo de pessoas – a maioria civis – que pouco sabia sobre segurança e defesa”, acrescentou.

Dado que muitos países da região deparam-se com um novo fenômeno de comando civil das Forças Armadas, o recém-criado CHDS concentrou-se em ajudar a comunidade de defesa civil e segurança a entender como liderar agências de segurança e militares. Desde o início, foram enfatizados os pontos essenciais de política de defesa e gestão de recursos. “Temos um papel fundamental no que diz respeito à oferta de uma educação de qualidade sobre políticas de segurança e defesa para aqueles que, de outra forma, poderiam não ter essa oportunidade”, declarou Downie.

Desde então, o papel original do CHDS evoluiu e passou a ser uma iniciativa de difusão sob medida para permear percepções de ameaças e ajudar a educar civis, além de militares e equipes de segurança. Como parte do programa das políticas de segurança e defesa, que inclui uma eficaz coordenação interinstitucional, a escola também busca orientar secretarias e ministérios da defesa para ajudá-los a desenvolver e aperfeiçoar suas políticas de defesa e estratégias de segurança nacional.

Segundo Downie, alguns dos principais temas discutidos atualmente no centro envolvem organizações criminosas transnacionais, o consequente tráfico ilícito e a necessária coordenação interinstitucional para enfrentá-lo, não só internamente em cada país, mas através da colaboração internacional. “Examinamos as ameaças e discutimos a melhor forma de cooperar e coordenar internamente, dentro dos países e entre eles, a fim de nos concentrarmos nos meios mais eficazes para combatê-las”, explicou o diretor.

Ainda assim, continuou Downie, os alunos do CHDS têm interesse em várias outras áreas, incluindo o papel crescente das Forças Armadas em funções não tradicionais e a influência da China e do Irã na região. “No corpo docente do CHDS, temos a sorte de contar, por exemplo, com algumas das principais autoridades em presença chinesa na região, em tecnologia da informação e segurança nacional, e em redes ilícitas”, listou.

A MISSÃO DO CHDS

• Fornecer educação e conduzir atividades de difusão, pesquisa e compartilhamento de conhecimento sobre políticas internacionais de segurança com líderes civis e militares do Hemisfério Ocidental.

• Aperfeiçoar a política de segurança internacional e os processos de tomada de decisões de defesa; fomentar parcerias e promover relações efetivas entre civis e militares em sociedades democráticas.

• Contribuir para um ambiente cooperativo de segurança internacional e para o entendimento mútuo de temas prioritários de segurança internacional e defesa regional dos EUA.

O centro oferece vários níveis de cursos, desde introdutórios aos mais avançados, com um foco maior em áreas específicas e no formato de discussão. Estão cobertos tópicos sobre os agentes externos e a dinâmica das mudanças políticas dentro da região. Para garantir que o programa continue a ser pertinente e aborde os temas apropriados, necessários na região, a escola revisa constantemente seus cursos, seminários, workshops e outras atividades.

Quando o CHDS foi fundado, as relações entre civis e militares eram um grande problema, conta Downie. Alguns cursos foram desenvolvidos para quebrar as barreiras e integrar o contingente militar e civis. “Há pessoas em nossos cursos que, baseadas por vezes na história de seus países e em outras em seus próprios preconceitos, veriam um membro das Forças Armadas – aliás, da polícia – e o evitariam”, explicou ele. “Mas depois de uma semana”, acrescentou, “vemos uma queda das defesas e as pessoas começam a trabalhar juntas”.

Quatorze anos após a fundação do centro, Downie acredita que os esforços de apoio que aproximam membros civis e militares ainda são necessários. “Oferecemos uma oportunidade única para que essa dinâmica funcione”, disse ele. “Ajudamos a promover a compreensão, melhoramos as capacidades individual e institucional, e criamos relacionamentos que nos permitem encarar as ameaças que enfrentamos juntos”.

CURSOS BÁSICOS: Elaborados para proporcionar aos participantes uma base sólida sobre assuntos confrontados por setores de defesa e segurança: • Estratégia e Política de Defesa • Perspectivas de Segurança e Defesa Nacional (PHSD) • Curso Caribenho de Segurança e Defesa (CDSC) • Coordenação Interinstitucional e Combate ao Terrorismo (ICCT)

CURSOS AVANÇADOS: Elaborados principalmente para aplicar e dar continuidade à educação de ex-alunos (diplomados) do CHDS: • Terrorismo e Contra-Insurgência (TCI) • Política de Defesa Avançada (ADP)

Para obter mais informações sobre o CHDS, acesse: www.ndu.edu/chds

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2 de Comentários

  • mario gallardo | 2014-05-16

    Eu gostaria de realizar um curso, porém não posso acessar a página.

  • Sonia De Moya | 2011-11-08

    Por favor, revisem o texto em espanhol dos três primeiros parágrafos. Há muitos erros: o uso da minúscula em vez da maiúscula depois de um ponto final e com os nomes próprios. Esta sequência não faz sentido e não a vi na versão em inglês: ... Departamento de Defesa dos EUA e a Universidad de Defensa Saber es Poder o conhecimento é poder nacional...