2012-04-03

América Latina prioriza ajuda para reconstruir o Haiti

Foto de arquivo de membros da Defesa Civil da Nicarágua carregando um avião com caixas de ajuda humanitária destinada ao Haiti, em Manágua, em 2010. (Foto: REUTERS/Oswaldo Rivas)

Foto de arquivo de membros da Defesa Civil da Nicarágua carregando um avião com caixas de ajuda humanitária destinada ao Haiti, em Manágua, em 2010. (Foto: REUTERS/Oswaldo Rivas)

AFP

Altas autoridades de 32 países da América Latina e do Caribe, reunidas em Buenos Aires para uma conferência regional da FAO, decidiram priorizar nesta etapa a ajuda para a reconstrução do Haiti, devastado por um fatídico terremoto em 2010, disse o titular do organismo das Nações Unidas.

“Os países concluíram que o Haiti não é apenas um problema de emergência, é de reconstrução nacional, de reconstrução de sua capacidade produtiva para implementar um programa de médio e longo prazo que garanta a paz na região”, disse em entrevista à imprensa o diretor-geral da Organização para a

Agricultura e a Alimentação (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva.

O diretor da FAO disse que os países latino-americanos concentrarão a atenção na coordenação dos programas existentes junto ao governo da nação caribenha, mais do que destinar recursos financeiros.

“Não é uma questão de recursos, claro que recursos são necessários, mas o Haiti é o exemplo das dificuldades de coordenação dos programas de emergência”, disse o funcionário em uma entrevista à imprensa, ao término da XXXII Conferência para a América Latina e o Caribe da FAO.

O terremoto de 2010 no Haiti deixou cerca de 250 mil mortos e graves danos à estrutura produtiva, enquanto 1,5 milhão de pessoas ainda vive em acampamentos.

“Cada um chega ali com sua bandeirinha e quer fazer sua parte, e isto faz com que os investimentos não façam a diferença”, explicou Graziano da Silva no final do encontro de cinco dias que se concentrou na segurança da alimentação.

A FAO executou no Haiti projetos de quase US$ 40 milhões em 2010-2011, sobretudo em planos de reflorestamento e otimização dos recursos provenientes da União Europeia.

A autoridade reiterou que os governos da América Latina e do Caribe reafirmaram, durante o encontro em Buenos Aires, seu compromisso de erradicar a fome antes de 2025 e lembrou que a região é a primeira a visar este objetivo.

A respeito desta questão, disse que o aumento da produção e a oferta de alimentos “são vitais para erradicar a fome”.

Graziano da Silva enfatizou, durante a conferência, “a necessidade de se aumentar a produção de alimentos em nível mundial em 70 por cento, para alimentar uma população que alcançará 9 bilhões em 2050”.

Compareceram à reunião na capital argentina 18 ministros e 37 vice-ministros de 32 países da região, em um total de 299 participantes.

A Argentina assumiu, em Buenos Aires, a presidência das conferências regionais da FAO para os próximos dois anos.

O próximo encontro regional será realizado no Chile, em 2014.

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