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2010-07-01

Relacionamentos são importantes

O General-de-Divisão do Exército dos Estados Unidos Ken Keen recebe a
					medalha brasileira Ordem do Rio Branco do Cônsul Geral Adjunto Roberto Parente e
					do General-de- Brigada do Exército Brasileiro Floriano Peixoto (Esq.). Keen foi
					reconhecido por seus esforços diplomáticos e de mérito ao liderar o apoio
					militar dos EUA no Haiti.[TECH. SGT. SANTITA MITCHELL/U.S. AIR FORCE]

O General-de-Divisão do Exército dos Estados Unidos Ken Keen recebe a medalha brasileira Ordem do Rio Branco do Cônsul Geral Adjunto Roberto Parente e do General-de- Brigada do Exército Brasileiro Floriano Peixoto (Esq.). Keen foi reconhecido por seus esforços diplomáticos e de mérito ao liderar o apoio militar dos EUA no Haiti.[TECH. SGT. SANTITA MITCHELL/U.S. AIR FORCE]

DIÁLOGO

LT. GEN. KEN KEEN - U.S. ARMY

MAJ. GEN. FLORIANO PEIXOTO VIEIRA NETO - BRAZILIAN ARMY

LT. COL. CHARLES W. NOLAN - U.S. ARMY

LT. COL. JENNIFER L. KIMMEY - U.S. ARMY

CMDR. JOSEPH ALTHOUSE - U.S. COAST GUARD

Às 16:53h no horário local, no dia 12 de janeiro de 2010, um catastrófico terremoto de magnitude 7,0 atingiu o Haiti, matando mais de 230 mil pessoas, ferindo milhares de outras e deixando mais de um milhão desabrigadas.1 O terremoto causou grandes estragos na capital e em outras cidades da região, além de danificar seriamente ou destruir marcos importantes, inclusive o palácio presidencial e a catedral de Porto Príncipe. O terremoto destruiu catorze dos dezesseis ministérios do governo, matando inúmeros funcionários que estavam lá dentro. A sede da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, ou MINUSTAH, desmoronou, matando 101 funcionários da ONU, inclusive o Chefe da Missão, Hédi Annabi, da Tunísia, e seu principal adjunto, Luiz Carlos da Costa, do Brasil.2 Em menos de um minuto, o modo de vida do Haiti mudou drasticamente.

O terremoto provocou uma resposta internacional imediata de governos, organizações não governamentais e fundações privadas, que ofereceram mandar ajuda e assistência de diversas formas. A necessidade de recursos humanos em terra para orquestrar os esforços de ajuda reuniram forças militares de todo o mundo, inclusive dos Estados Unidos, que montaram a Força Tarefa Conjunta – Haiti (JTF-H – Joint Task Force-Haiti). Os esforços conjuntos da MINUSTAH e da JTF-H para prover assistência humanitária ao povo do Haiti demonstra a importância do desenvolvimento de relações fortes, tanto institucionais, como pessoais, com exércitos das nações parceiras.

Uma história de cooperação

Dezoito nações contribuintes formam o componente militar da missão da ONU.3 Estas nações são Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Equador, França, Guatemala, Índia, Jordânia, Nepal, Paraguai, Peru, Filipinas, República da Coreia, Sri Lanka, Estados Unidos e Uruguai. Os Estados Unidos possuem uma longa e distinta história de parceria e cooperação, conduzindo operações de amplo espectro com várias nações parceiras. Três exemplos notáveis incluem operações ofensivas durante a Campanha Italiana na Segunda Guerra Mundial, assistência humanitária durante a guerra civil na República Dominicana em 1965 e as operações de manutenção da paz no Equador e no Peru em 1995.

O Brasil foi o único país sul-americano a enviar tropas para lutar na Segunda Guerra Mundial, uma Força Expedicionária Brasileira (FEB) de 25 mil homens, composta de membros do exército, aeronáutica e marinha, liderados pelo Gen. Mascarenhas de Moraes. A 1ª Divisão da FEB, sob o comando do Gen. Zenóbio da Costa, consistia de três unidades regimentais de combate que lutaram junto ao Quinto Batalhão do Exército americano, sob o comando do General-de- Divisão Mark Clark na Campanha Italiana. O ponto alto da coope- ração entre Brasil e Estados Unidos aconteceu em fevereiro de 1945, quando a 1ª Divisão e a 10ª Divisão de Montanha dos EUA lutaram lado a lado na Batalha de Monte Castelo contra o exército alemão sob condições extremamente adversas de inverno. A 10ª Divisão de Mon- tanha, apoiada pela artilharia brasileira e pelo 1º Esquadrão de Caças da FEB, capturou defesas alemãs que cercavam o Monte Castelo, per- mitindo que a 1ª Divisão do Brasil atacasse as forças alemãs em terreno mais alto e tomasse, com êxito, controle do próprio Monte Castelo. Tempos depois, na Campanha, a própria FEB também se distinguiu por capturar mais de 20 mil prisioneiros alemães e italianos para aju- dar a terminar as hostilidades na Itália. No final da guerra, mais de 900 Soldados da FEB tinham feito o sacrifício supremo, dando suas vidas.

Em 1965, a guerra civil na República Dominicana, levou a outro esforço de cooperação entre os Estados Unidos e diversos países latino-americanos. A sede do XVIII Corpo de Transporte Aéreo foi ativada no dia 26 de abril de 1965, e três batalhões da 3ª Brigada, 82ª Divisão de Transporte Aéreo, foram destacados no dia 30 de abril e aterrissaram no Campo de Aviação de San Isidro. Após intenso combate naquele dia, um cessar-fogo foi estabelecido e os soldados paraquedistas logo fizeram a transição para a manutenção da paz e os esforços de estabilização, distribuindo comida, água e remédios para os moradores de San Isidro. Um quarto batalhão da 1ª Brigada da 82ª Divisão juntou-se aos outros três no dia 3 de maio. Naquele mês, as forças presentes viram a transição para uma Força de Paz Interamericana. Tal Força de Paz consistia de tropas de Honduras, Costa Rica, El Salvador, Nicarágua e Brasil, com o Brasil fornecendo o maior contingente – um completo batalhão de infantaria com reforços. O General do Exército Brasileiro Hugo Panasco Alvim assumiu o comando da Força de Paz Interamericana com o General- de-Divisão do Exército dos EUA Bruce Palmer, servindo como seu adjunto de 23 de maio de 1965 a 17 de janeiro de 1966. Durante este período, os paraquedistas americanos trabalharam em uníssono com as forças da Organização dos Estados Americanos (OEA) na área de assuntos civis, fornecendo assistência humanitária ao povo de San Isidro.

Mais recentemente, os Estados Unidos trabalharam com a Argentina, o Brasil e o Chile, em escala menor, na Operação Fronteira Segura. No começo de 1995, o Peru e o Equador travaram combate em uma remota área da selva, onde eles não tinham demarcado inteiramente a fronteira. Dezenas de pessoas foram mortas, centenas ficaram feridas, e temia-se que o conflito se alastrasse para centros populados. Como Garantes do Protocolo de Paz, Amizade e Limites do Rio de Janeiro, em 1942, que deu fim à guerra de 1941 entre o Equador e o Peru e definiu a fronteira, a Argentina, o Brasil, o Chile e os Estados Unidos trabalharam por um acordo abrangente, estabelecendo a Missão de Observadores Militares Equador-Peru (MOMEP). O Brasil voluntariou um oficial general para liderar a missão de observação e as outras nações participantes concordaram em definir esta posição como um “coordenador”, ao invés de “comandante”, para que se mantivesse um status de igualdade. Cada nação contribuiu com até dez oficiais, como observadores, liderados por um coronel. Os Estados Unidos também contribuíram com um elemento de apoio para aviação, operações, inteligência, comunicações e logística. O general brasileiro, General-de-Divisão Cândido Vargas de Freire, manteve o controle operacional sobre os observadores de todas as quatro nações, enquanto os coronéis detinham o comando para fins administrativos e disciplinares. Em fevereiro de 1995, o Equador e o Peru concordaram em buscar uma solução pacifista. Em outubro de 1995, os observadores da MOMEP organizaram a retirada de cerca de cinco mil Soldados do vale do Rio Cenepa e supervisionaram a desmobilização de 140 mil Soldados de ambos os lados. A zona de combate foi desmilitarizada e o Equador e o Peru começaram a contribuir com oficiais para a missão de observação. Em outubro de 1998, o Peru e o Equador assinaram um abrangente acordo de paz, estabelecendo a estrutura para pôr fim à disputa sobre a fronteira. Isto levou à demarcação formal da fronteira em maio de 1999. Ambas as nações aprovaram o acordo de paz e o poder legislativo nacional de ambos os países o ratificaram. A missão da MOMEP se retirou em junho de 1999.

Os Estados Unidos continuam a participar das atividades de cooperação pela segurança com países de todo o mundo. Estas participações podem ser sob a forma de conversações bilaterais de estado-maior, exercícios multinacionais e intercâmbio de contingente e de unidades para melhorar as relações, as capacidades e a interoperacionalidade.

Os relacionamentos pessoais são importantes

Além de cultivar as relações institucionais entre nações parceiras, não se pode esquecer também da importância do desenvolvimento dos relacionamentos pessoais. Quanto melhor compreendermos um ao outro em termos de cultura, idioma e operacionalidade, melhor seremos capazes de trabalhar juntos. Entendendo esta dinâmica, o exército dos Estados Unidos tem procurado desenvolver um corpo de oficiais e suboficiais e sargentos, que tenha um profundo conhecimento da cultura, do idioma e da organização militar de outras nações, com o objetivo de melhorar a interoperacionalidade.

As relações entre o General-de-Brigada Floriano Peixoto, comandante da força da MINUSTAH, e o General-de-Divisão Ken Keen, comandante da JTF-H, exemplificam este ideal. Em outubro de 1984, o então Capitão Keen, oficial de operações do Batalhão S3 do 1º Batalhão do 325º Regimento de Infantaria de Transporte Aéreo, participou de um programa de intercâmbio, por um mês, com a Brigada de Transporte Aéreo do Brasil, no Rio de Janeiro. Durante o intercâmbio, Keen conheceu o então Capitão Floriano Peixoto, designado como instrutor do Curso de Pathfinder da Brigada de Transporte Aéreo. Os dois iniciaram o que se tornaria um relacionamento de longa duração, com diversos saltos de paraquedas e patrulhas desmontadas. Pouco sabiam os dois oficiais juniores que, 26 anos depois, eles seriam oficiais generais trabalhando juntos para dar ajuda e assistência ao Haiti, um país atingido por um terremoto.

Em 1987, o então Major Keen fez o Curso de Comando e Estado-Maior do Brasil, no Rio de Janeiro. A experiência deu a Keen uma maior apreciação e entendimento do Brasil, assim como de sua cultura e idioma, algo que lhe seria bem útil em missões futuras.

Em 1988, o então Capitão Floriano Peixoto fez o Curso para Aperfeiçoamento de Oficiais da Infantaria do Exército dos EUA, em Forte Benning, na Geórgia. Naquela época, o então Major Keen trabalhava na Diretoria de Planos, Treinamento e Mobilização para a Escola de Infantaria do Exército dos EUA, e os dois continuaram a amizade que haviam estabelecido quatro anos antes.

Quase uma década depois, o então Tenente-Coronel Floriano Peixoto ensinou Português no Departamento de Línguas Estrangeiras na Academia Militar dos EUA, em West Point, em Nova Iorque. Floriano Peixoto e Keen mantiveram contato através de e-mail, cartas e telefonemas, mas não se viram por outra década.

De 2006 a 2007, como Comandante do Exército Sul dos EUA, o então General-de-Brigada Keen trabalhou mais uma vez com o então Coronel Floriano Peixoto, que havia sido designado para a Diretoria de Assuntos Internacionais G5 do Estado-Maior do Exército Brasileiro.

Com base na prévia interação e relacionamento pessoal, a primeira coisa que o General-de-Brigada Floriano Peixoto e o General-de-Divisão Keen fizeram quando, mais uma vez, se viram reunidos por causa dos eventos no Haiti, foi sentarem e desenvolverem um conceito conjunto para, juntos, enfrentarem o desafio.

A ONU no Haiti

Para se entender a parceria internacional que ocorreu durante o esforço de ajuda humanitária no Haiti, é essencial que se saiba a história que levou à criação da MINUSTAH e seus resultados antes do terremoto.

A ditadura de 30 anos da família Duvalier no Haiti terminou em 1986. Entre 1986 e 1990, uma série de governos provisórios governou o Haiti e, em dezembro de 1990, Jean-Bertrand Aristide tornou-se o primeiro presidente democraticamente eleito na história do Haiti com 67 por cento dos votos. Aristide assumiu o cargo em fevereiro de 1991, mas foi deposto por elementos insatisfeitos do exército e forçado a deixar o país em setembro do mesmo ano. Um governo provisório foi estabelecido, mas o verdadeiro poder permaneceu com os militares haitianos.

A ONU estabeleceu um mandato em setembro de 1993 para ajudar no esforço de democratização do governo, profissionalização das Forças Armadas, criação e treinamento de uma força de polícia separada e o estabelecimento de um ambiente conducente a eleições livres e justas. O esforço da ONU enfocava o aconselhamento, o treinamento e o fornecimento do apoio necessário para se alcançar as metas estabelecidas pelo mandato. Após uma série de incidentes, a ONU e outras agências internacionais deixaram o Haiti em outubro de 1993, devido à instabilidade criada pelo governo transitório e à incapacidade de progredir com as metas da ONU para a reinstituição da democracia.

A situação no Haiti continuou a piorar; as sanções diplomáticas e econômicas não surtiram efeito. Os Estados Unidos não viram outra opção, a não ser iniciar uma ação militar para restaurar o Presidente Aristide. No dia 19 de setembro de 1994, iniciou-se a Operação Defender a Democracia, com o alerta dos EUA e das forças aliadas para uma entrada forçada no Haiti. Os elementos da Marinha e da Força Aérea dos EUA foram destacados para treinamento em Porto Rico e no sul da Flórida. Foi planejada uma invasão aérea, comandada por elementos do Comando de Operações Especiais dos EUA e a 82ª Divisão de Transporte Aéreo.

Enquanto estas forças se preparavam para invadir, uma equipe diplomática (liderada pelo ex-Presidente Jimmy Carter, o senador americano aposentado Sam Nunn e o presidente aposentado dos Chefes Adjuntos do Estado-Maior, General Colin Powell) persuadiu os líderes do Haiti a renunciarem e permitirem que Aristide voltasse ao poder. Este esforço foi bem sucedido em parte porque a delegação americana foi capaz de mostrar as forças em massa dispostas a entrar no país. Ali, a missão militar transformou-se de operação de combate em operação de manutenção da paz e de reconstrução da nação com o destacamento de uma força multinacional liderada pelos Estados Unidos no Haiti. No dia 15 de outubro de 1994, Aristide retornou ao Haiti para completar seu mandato. Aristide dispersou o exército haitiano e estabeleceu uma força de polícia civil. A Operação Defender a Democracia terminou oficialmente no dia 31de março de 1995, quando a Missão da ONU no Haiti, ou UNMIH, a substituiu.

A ONU permaneceu no Haiti por uma série de mandatos até 2004 para manter um ambiente seguro e estável e promover o direito do Estado. Durante este período, houve vários desenvolvimentos positivos, inclusive o crescimento de uma sociedade civil multifacetada, uma cultura política baseada em valores democráticos e a primeira transferência pacífica de poder entre dois presidentes democraticamente eleitos em 1996.

No entanto, em fevereiro de 2004, durante o segundo mandato não consecutivo de Aristide como presidente, estourou uma violenta rebelião que acarretou mais uma vez a deposição de Aristide.12 As turbulentas circunstâncias no Haiti ameaçavam novamente a paz internacional e a segurança na região, e a ONU aprovou a resolução 1542, no dia 30 de abril de 2004, estabelecendo efetivamente a MINUSTAH no dia 1º de junho de 2004. A sua ordem, até o presente, é dar apoio a um governo transitório seguro e estável, o desenvolvimento de um processo político centrado nos princípios da democracia e a defesa dos direitos humanos.

A ONU havia originalmente autorizado à MINUSTAH um contingente de até 6.700 militares, 1.622 policiais, 548 membros civis internacionais, 154 voluntários e 995 civis locais. Em outubro de 2009, num esforço para conter os grupos armados ilegais, acelerar seu desarmamento e dar apoio às eleições vindouras, a ONU aumentou a força autorizada da MINUSTAH para 6.940 militares e 2.211 policiais. Dezoito países atualmente contribuem para o contingente militar e 41países proveem oficiais de polícia.

A MINUSTAH está sob a liderança civil de um representante especial para a secretaria-geral, com dois adjuntos que supervisionam diferentes aspectos da missão da ONU. O adjunto principal é responsável principalmente pela política civil da ONU, direitos humanos, justiça, assuntos civis e problemas eleitorais. O outro adjunto é responsável por esforços humanitários, em nome da igualdade dos sexos, dos direitos das crianças, do desarmamento, da desmobilização e reintegração, de assuntos relacionados a HIV/AIDS e outras agências da ONU. O comandante das forças militares também está sob o controle de um representante especial. A força militar consiste de dez batalhões de infantaria, duas companhias de infantaria e oito destacamentos especializados (da polícia militar, engenharia, aviação, médica e logística).

Desde 2004, a MINUSTAH tem criado um ambiente de segurança e estabilidade que tem permitido que a transição política aconteça. O Haiti nos faz lembrar que segurança e desenvolvimento estão intrinsecamente ligados e não deveriam ser vistos em esferas separadas, pois a falta de um enfraquecerá o progresso do outro. Para este fim, a profissionalização da Polícia Nacional do Haiti está perto de atingir o seu objetivo de ter catorze mil oficiais em seus cargos até 2011. Em meados de 2009, mais de nove mil policiais haviam sido treinados.

Outra medida de sucesso tem sido a diminuição drástica das atividades relacionadas a gangues, que ameaçavam a estabilidade política. Em Cité Soleil, o distrito de favelas mais infame do Haiti, tropas da MINUSTAH tomaram o centro de operações da principal gangue e o transformaram em uma clínica de saúde, que agora oferece serviços gratuitos à comunidade. Este novo nível de segurança estabelecido em 2007 permite que agências e organizações não governamentais se aproximem, avaliem e forneçam assistência sem a ameaça da violência das gangues.

As eleições para o Senado em abril de 2009 marcaram outra etapa no desenvolvimento democrático do Haiti. Deve-se dar crédito à MINUSTAH por seu contínuo apoio ao processo eleitoral do Haiti e assistência ao governo do Haiti na intensificação de seus esforços para promover um diálogo político, no qual todas as vozes possam falar e ser ouvidas.

O Haiti adiou as eleições legislativas marcadas para fevereiro de 2010 devido aos efeitos desastrosos do terremoto e marcou eleições presidenciais para novembro de 2010. O Presidente Rene Préval, que foi eleito pela segunda vez em 2006, disse que não vai buscar a reeleição quando o seu mandato expirar em fevereiro de 2011, uma vez que ele já serviu dois mandatos de cinco anos, que é o limite estabelecido pela lei haitiana.

Embora a contribuição de todos os países com tropas à MINUSTAH tenha sido uma parte deste esforço para garantir uma democracia duradoura, o papel de liderança do Brasil na missão da ONU demonstra o crescimento da nação como um líder na região.

O terremoto e a resposta internacional

Quando aconteceu o terremoto no dia 12 de janeiro, um terço da população do Haiti foi imediatamente afetada, inclusive aqueles servindo na MINUSTAH.20 Imediatamente após o terremoto, centenas de cidadãos do local se deslocaram para o complexo da sede da MINUSTAH, no antigo Hotel Christopher. A parte principal do prédio havia desmoronado, matando diversos membros da equipe da ONU e deixando vários outros presos sob os escombros. Os membros da equipe que escaparam ilesos imediatamente iniciaram a operação de busca e resgate dos colegas e providenciaram a triagem e atendimento médico aos feridos que podiam andar. Apesar da MINUSTAH ter sofrido um enorme prejuízo, suas tropas rapidamente assumiram as novas tarefas, tais como busca e resgate, limpeza e abertura de ruas, providência de assistência humanitária imediata e preparação de sepulturas em massa, seguindo os protocolos da Cruz Vermelha Internacional — tudo isso e ainda mantendo a atenção na sua missão primária de segurança.

O General-de-Divisão Keen estava no Haiti em uma visita planejada no dia 22 de janeiro. Minutos antes do terremoto acontecer, ele estava com o embaixador americano no Haiti, Ken Merten, na varanda de trás de sua residência, de onde tinham uma bela vista da cidade de Porto Príncipe. A residência do embaixador resistiu ao terremoto e tornou-se rapidamente um ponto de reunião para os membros da embaixada e para os ministros do governo haitiano, assim como a conexão de Keen com o Comando Sul dos EUA em Miami.

Horas após o terremoto, o governo do Haiti emitiu uma declaração de desastre e pediu assistência humanitária, tanto dos Estados Unidos, como da comunidade internacional em geral. Naquela noite, o Escritório de Assistência a Desastres no Exterior dos EUA, da Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA (USAID), acionou uma equipe de gerenciamento de resposta para coordenar e liderar o esforço do governo federal.

Na manhã seguinte, Keen fez o reconhecimento dos efeitos do terremoto. Escombros dos prédios desmoronados bloqueavam as ruas e impedia as pessoas de terem acesso à comida, água e suprimentos médicos. O terremoto destruiu a torre de controle do aeroporto internacional, impossibilitando voos para assistência. A população do Haiti tinha que depender dos seus próprios meios para sobreviver. A presença da MINUSTAH no local foi um grande benefício, mas com a destruição da sede da ONU e a perda de sua liderança civil sênior, a resposta necessária era maior que qualquer organização ou país poderia suportar sozinho. Vendo que a situação exigia uma resposta rápida e firme, o General Keen solicitou o desatacamento das forças militares dos EUA para o Haiti.

Logo no início, os Estado Unidos decidiram não criar uma força tarefa conjunta combinada. Com a ONU já no local, uma potente força multinacional já estava organizada. Além disso, os países da MINUSTAH, por contribuírem com contingente e recursos adicionais, já tinham vínculos com seus representantes locais da ONU. A criação de uma força tarefa conjunta combinada entraria em conflito com aqueles esforços. Ao invés disso, a Força Tarefa Conjunta-Haiti se destacou para conduzir operações de assistência humanitária e resposta ao desastre. O objetivo da Força Tarefa Conjunta-Haiti era dar apoio aos esforços dos EUA no Haiti para reduzir em curto prazo o sofrimento humano e acelerar os esforços de ajuda para facilitar a transição para o governo do Haiti, a ONU e USAID. As Forças Armadas possuem recursos significativos que são úteis em emergências, mas os planos, a longo prazo, para ajuda e reconstrução são deixados ao encargo das agências governamentais.

O General-de-Brigada Floriano Peixoto estava fora do país quando o terremoto aconteceu. Ao ter conhecimento do desastre, ele retornou rapidamente ao Haiti no dia 13 de janeiro. Ele imediatamente tomou providências para reconstituir o comando e o controle, estabelecendo um centro de operações de emergência na base de logística da MINUSTAH no Aeroporto de Porto Príncipe. Ele redistribuiu as suas forças, trazendo tropas de partes menos ou não afetadas do país para a região da capital e para o centro de Porto Príncipe.

No próximo dia, Keen foi ver Floriano Peixoto na sua sede temporária para trocar informações sobre os esforços de ajuda e sobre a chegada iminente de forças dos EUA no Haiti. Fazer uma visita sem aviso prévio era contra o protocolo normal, mas parecia ser necessário na ocasião. Ao chegar na sede, Keen foi informado por um coronel brasileiro que o ministro brasileiro de Defesa, Nelson Jobim, estava reunido com seus comandantes em serviço do Brasil e com os membros da MINUSTAH. Não querendo interromper, Keen estava prestes a partir quando o coronel brasileiro insistiu para que ele se juntasse a Jobim, Floriano Peixoto e ao contingente brasileiro. A reunião tornouse uma oportunidade única, uma vez que o comandante brasileiro da MINUSTAH forneceu um relatório detalhado dos esforços de assistência humanitária em andamento e da perda de dezoito Soldados brasileiros, a maior perda que as suas Forças Armadas já haviam sofrido desde a Segunda Guerra Mundial.22 Jobim perguntou a Keen que forças o exército americano poderia destacar. A discussão centrou-se então em como as forças da MINUSTAH e dos EUA poderiam trabalhar juntas e coordenar seus esforços. Ambos os líderes sabiam que era imperativo identificar claramente a função de cada parceiro para evitar confusão e esforço duplicado. A missão da MINUSTAH de prover segurança e estabilidade no Haiti permaneceria como estava. A JTF-H forneceria assistência humanitária, com as forças dos EUA executando tarefas de segurança somente quando estivesse realizando tais operações.

Deste começo, ficou claro que as forças americanas operariam de dentro dos limites de um ambiente “seguro e garantido”, provido pelas forças da ONU, cuja missão era dar segurança. Este era um ambiente permissivo em um momento de muita incerteza devido ao caos pós-terremoto, à falta da presença da Polícia Nacional do Haiti nas ruas e à fuga de mais de três mil prisioneiros de cadeias locais.

Floriano Peixoto e Keen, mais tarde, concordaram que a maneira mais efetiva de operarem seria combinada sempre que possível. Este diálogo cedo estabeleceu o cenário para as operações combinadas que se seguiram. Eles coordenaram os setores compartilhados, administraram pontos de distribuição de comida e providenciaram outros tipos de assistência humanitária. Para aumentar a comunicação entre as suas equipes, Floriano Peixoto e Keen estabeleceram oficiais de ligação em cada sede. Ambas as organizações também trocaram números de telefone e endereços de e-mail de todas as suas agências e chefes de seção, auxiliares seniores e adidos. Para aumentar o entendimento e garantir transparência, ambas as organizações participaram de sessões informativas durante a primeira semana no local.

Ofertas imediatas de assistência continuaram a chegar do mundo inteiro. Muitos países que já contribuíam com tropas ofereceram tropas adicionais. O Japão, a República da Coreia e a Comunidade Caribenha propuseram se unir ao esforço da ONU. Contribuições bilaterais chegaram da França, Itália, Espanha, Canadá e Holanda.

No dia 19 de janeiro, exatamente uma semana após o terremoto, o Conselho de Segurança da ONU adotou unanimemente a Resolução 1908. A resolução autorizava um aumento de 3.500 integrantes da Força de Manutenção da Paz (2.000 militares e 1.500 policiais) devido aos riscos adicionais de segurança criados pelo estado de incapacidade do governo local e por vinte por cento de redução do quadro de efetivos da polícia local.24 Demorou-se para destacar estas tropas adicionais e engenheiros, mas o rápido destacamento das forças americanas ajudaram a preencher o lapso de tempo.

Os Estados Unidos, primeiramente, destacaram membros das Operações Especiais da Força Aérea para abrir o campo de aviação e gerenciar o imenso fluxo de ajuda entregue por via aérea. A JTF-H estabeleceu rapidamente a sua sede com os membros da Sede Conjunta Estacionária do Comando Sul dos EUA e a unidade do XVIII Corpo de Transporte Aéreo. Uma brigada da 82ª Divisão de Transporte Aéreo foi destacada para Porto Príncipe e as 22ª e 24ª Unidades Expedicionárias da Marinha foram destacadas para dar assistência à parte oeste e ao norte da capital. Os navios e as aeronaves da Marinha e da Guarda-Costeira dos EUA, inclusive o navio-hospital USNS Comfort, também foram destacados. A Força Tarefa Conjunta-Haiti estabeleceu uma força tarefa para a “abertura do porto”, para que o porto ficasse pronto para receber assistência humanitária chegando por mar. No final de janeiro, os Estados Unidos haviam destacado mais de 22 mil membros civis e militares, aproximadamente 7 mil em terra e o resto em embarcações; 16 navios e 58 aeronaves. Um potente Comando Conjunto de Logística também dava apoio a todo o esforço.

A organização da JTF-H

O Departamento de Defesa designou o esforço como Operação Resposta Unificada. Com a MINUSTAH sendo responsável pela segurança, a JTF-H concentrou-se em salvar vidas e amenizar o sofrimento humano. A operação teve duas fases primárias com prioridades diferentes para cada uma.

Fase I (resposta inicial) durou de 14 de janeiro a 4 de fevereiro. As prioridades eram:

  • ::Restauração da capacidade médica.
  • ::Distribuição de abrigo, comida e água.
  • ::Integração com a MINUSTAH e Organizações Não Governamentais.
  • ::Apoio aos haitianos.

As tarefas críticas incluíam a abertura do aeroporto e do porto marítimo, a fim de que a ajuda humanitária pudesse entrar no país.

Fase II (auxílio) começou no dia 5 de fevereiro. Após abordar as necessidades de emergência da fase I, era hora de evoluir para um plano mais elaborado. À medida que o governo conseguia se reerguer e mais organizações não governamentais se estabeleciam no país, o importante passou a ser a transição das responsabilidades da JTF-H para eles. No começo, a JTF-H estabeleceu uma célula de coordenação de assistência humanitária para administrar seus esforços com a ONU. As prioridades da Fase II passaram a ser:

  • ::Esforços de apoio para dar abrigo, criar assentamentos e organizar a remoção de detritos.
  • ::Esforços de fazer a transição da assistência humanitária e ajuda ao desastre da JTF-H para parceiros capazes, quando estivessem prontos.
  • ::Planejar, coordenar e preparar para executar uma transição em fases para uma estrutura, e operações menores, mas de prazo mais longo.

Parceria no local

Com transparência e a coordenação já estabelecidas a nível operacional entre Floriano Peixoto e Keen, e os papéis claramente definidos entre a MINUSTAH e a JTF-H, as condições estavam prontas para o nível tático. À medida que as unidades da 82ª Divisão de Transporte Aéreo chegavam a Porto Príncipe, os comandantes a nível de batalhões e de companhias faziam suas ligações com seus correspondentes da MINUSTAH. Cada unidade da MINUSTAH estava em um estágio diferente de destacamento, mas seu conhecimento da área e experiência do local a colocava em uma posição de poder dar importante assistência aos paraquedistas recém-chegados. As unidades da MINUSTAH ajudaram os Soldados paraquedistas a entender rapidamente seu ambiente operacional e obter consciência da situação, conduzindo patrulhas combinadas para conhecerem seus setores.

Em um exemplo, Soldados americanos que estavam fazendo patrulha com seus correspondentes brasileiros para fazerem reconhecimento do setor se depararam com uma multidão que havia empilhado pedras nas ruas . Os Soldados paraquedistas, com experiência no Iraque e no Afeganistão, interpretaram aquilo como um bloqueio de estrada e responderam rapidamente parando os veículos e ativando a segurança. Os Soldados brasileiros, que sabiam que o terremoto havia desalojado aquelas pessoas e que elas estavam simplesmente usando as pedras para delimitar um espaço para morarem na rua, explicaram rapidamente aos soldados paraquedistas o que estava acontecendo e os asseguraram de que não havia nenhuma ameaça iminente.

Um dos melhores exemplos de coordenação e cooperação começou no dia 31de janeiro, quando as tropas da MINUSTAH e da JTF-H iniciaram uma operação combinada para entregar comida e água para a população de Porto Príncipe. O Programa Mundial de Alimentos, em parceria com a USAID, a Organização Internacional para Migração, o Fundo Infantil da ONU e diversas organizações não governamentais lideraram esta campanha de alimentos de 14 dias com dezesseis pontos de distribuição compartilhada pela MINUSTAH e pelas forças americanas. Soldados de várias nações trabalharam juntos, aprendendo uns com os outros, e demonstraram ao povo do Haiti que o esforço de ajuda era verdadeiramente uma missão internacional. Durante estae primeira leva de alimentos, a campanha entregou mais de dez mil toneladas de alimentos para mais de 2,2 milhões de pessoas, uma tarefa impossível se não fossem os múltiplos países trabalhando juntos.

No dia 12 de janeiro, mais de três mil prisioneiros escaparam das cadeias danificadas pelo terremoto e fugiram para Cité Soleil.25 Uma tropa da Cavalaria 1-73 compartilhava Cité Soleil com um pelotão brasileiro, multiplicando a presença da tropa por um fator de quatro. Além de aumentar a sensação de segurança para os haitianos locais, isto permitiu que o pelotão brasileiro concentrasse seus esforços na captura dos prisioneiros fugitivos, enquanto o 1-73 se concentrava na assistência humanitária e dava apoio ao pelotão brasileiro com o compartilhamento de informações.

A MINUSTAH e a JTF-H definiram claramente seus papéis para a operação. A MINUSTAH era responsável pela segurança. Em qualquer dia, a MINUSTAH conduzia, em média, mais de 600 operações de segurança, envolvendo mais de 4.500 Soldados. A MINUSTAH também planejava e executava operações de ajuda. O foco da JTF-H era salvar vidas, amenizar a curto prazo o sofrimento humano e acelerar os esforços de ajuda. Como mencionado acima, as operações de segurança conduzidas pela JTF-H eram em direto apoio às missões de assistência humanitária, tais como garantir pontos de distribuição de alimentos, comboios de ajuda e remoção de escombros. Quando a JTF-H identificava um problema na segurança que não era ligado a uma missão de assistência humanitária, a força tarefa coordenava com a MINUSTAH através dos relacionamentos estabelecidos e respondia de acordo.

Os relacionamentos fazem a diferença

A cooperação militar internacional testemunhada durante o esforço de ajuda para o Haiti foi uma experiência única. Dois fatores tiveram uma influência principal no sucesso da missão.

Primeiro, a MINUSTAH já estava no Haiti conduzindo operações de segurança desde 2004.26 O fato de se ter uma força multinacional profissional já no local com experiência e ciência da situação facilitou a resposta da MINUSTAH e de outras países que deram assistência. Os relacionamentos de trabalho existentes da MINUSTAH com o governo também ajudaram a acelerar e agilizar os processos de ajuda ao desastre.

Enquanto a ONU não tiver uma presença estabelecida em todos os países onde os Estados Unidos conduzirão operações no futuro, exercícios combinados com nações parceiras ao redor do mundo proveem uma importante oportunidade de se aprender sobre cada uma e como cada exército opera. Trabalhar juntos durante exercícios aperfeiçoa a interoperacionalidade e facilita esforços combinados para quando eventos reais nos reunirem.

Segundo, o longo relacionamento pessoal de 26 anos de Floriano Peixoto e Keen, com sua sólida base de confiança e amizade, forneceram evidência clara da eficácia do nosso Treinamento Militar de Educação Internacional, programas e intercâmbios. Encontrar dois oficiais generais estrangeiros com este relacionamento pré-existente não é definitivamente a norma, mas este caso acentua a importância de se dar a oficiais e suboficiais e sargentos a oportunidade de conhecer Soldados de outros países, aprender sua cultura e idioma, e vir a compreender outra perspectiva do mundo. Fazer isso facilita operações combinadas futuras desenvolvendo mais rapidamente relacionamentos de confiança e compreensão.

Dois meses após o começo da operação de ajuda, Floriano Peixoto e Keen refletiram sobre o que eles achavam que tinha feito a diferença durante a operação combinada. Floriano Peixoto comentou que definindo e entendendo claramente a função que cada parceiro desempenharia no esforço de ajuda tinha sido fundamental. Quando indagado sobre o que havia possibilitado isso, ele respondeu, “confiança”. Com base no relacionamento que eles haviam compartilhado, nenhum deles precisou de um documento assinado que determinasse a função de cada parceiro. Uma declaração de princípios foi mais tarde desenvolvida para prover às organizações que não participaram das forças militares uma explicação de como a MINUSTAH e a JTF-H trabalharam juntas.

Keen comentou que a presença militar combinada nas ruas de Porto Príncipe fez a diferença: “Ver Soldados do exército americano lado a lado com Soldados da MINUSTAH nos pontos de distribuição de alimentos durante as primeiras semanas mandou uma forte mensagem ao povo haitiano: parceria e unidade de esforço. Isto pavimentou o caminho para tudo que faríamos.”

Floriano Peixoto acrescentou que outro fator que contribuiu foi a coordenação. Keen encontrou-se com Floriano Peixoto no mesmo dia em que ele chegou ao Haiti, e eles decidiram imediatamente que ambas as organizações seriam completamente abertas e transparentes sem informações classificadas.

Ao serem indagados por que os relacionamentos são importantes, Floriano Peixoto respondeu: “Os relacionamentos são um multiplicador de forças. Eles são essenciais se você quiser obter resultados substanciais. Você aumenta a velocidade da aquisição de resultados ao facilitar, formar e reforçar os relacionamentos. Você precisa construir estas associações em todos os níveis da organização.”

Keen disse: “Fundamentalmente, em paz ou guerra, precisamos confiar uns nos outros. Nós aprendemos a confiar uns nos outros através da construção de um relacionamento forte, pessoal e profissional. Este é o segredo para a construção de uma equipe eficiente que trabalha em prol de um bem comum. No Haiti, este provou ser o caso dentro da nossa própria força militar e com nossos parceiros interagenciais, organizações não governamentais e parceiros estrangeiros. Quando problemas sérios foram encontrados, seus relacionamentos fortes quebraram as barreiras.”

Keen acrescentou: “Se o nosso governo tivesse mais um dólar para gastar com assistência à segurança, eu recomendaria que fosse gasto com o programa de Treinamento Militar de Educação Internacional, e não com equipamento.”

O sucesso da contribuição militar multinacional para o esforço de ajuda ao Haiti provou que relacionamentos são importantes — tanto a nível institucional, como pessoal.

Este artigo foi impresso com a permissão da Military Review e foi publicado originalmente na edição de maio-junho de 2010 da revista.

1. Boletim Informativo nº 46 da USAID, “Haiti — Terremoto”; 18 de março de 2010.

2. Website da ONU, www.un.org/en/peacekeeping/missions/minustah; 22 de março de 2010.

3. Ibid.

4. Comando dos EUA e Tese do Estado-Maior Geral, Tenente-Coronel Carlos José Assumpção Penteado, “A participação brasileira na Segunda Guerra Mundial,” 2006.

5. Website do Forte Bragg, www.bragg.army.mil/history/HistoryPage/powerpack/PowerPack.htm; 15 de março de 2010.

6. Publicação trimestral Forças Conjuntas, “Operação Fronteira Segura: a crise Equador-Peru,” Cel. Glenn R. Weidner, Primavera de 1996.

7. Website do Departamento do Estado Americano, www.state.gov/r/pa/ei/bgn/1982/htm; 17 de março de 2010.

8. Website da ONU, www.un.org/en/peacekeeping/missions/past/unmih.htm; 12 de março de 2010.

9. Website do Forte Bragg, www.bragg.army.mil/1bct/history_gulfwar.html; 15 de março de 2010.

10. Website da Universidade Nacional de Defesa, www.ndu.edu/inss/strforum/SF_78/forum78.html; 17 de março de 2010.

11. Website da ONU; 12 de março de 2010.

12. Website do Departamento do Estado Americano; 17 de março de 2010.

13. Website da ONU; 22 de março de 2010.

14. Ibid.

15. Embaixadora Susan Rice no Conselho de Segurança da ONU sobre o Haiti, “Os Estados Unidos saúdam o trabalho e a bravura da Missão de Estabilização da ONU no Haiti,” Comunicado à imprensa pela ONU; 6 de abril de 2009.

16. Centro Argentino de Treinamento Conjunto pela Manutenção da Paz, “Avaliação da MINUSTAH — um estilo sul-americano de manutenção da paz”; www.haitiargentina.org/content/download/218/907/file/109/pdf; 17 de março de 2010.

17. Website da ONU, www.un.org/apps/new/printnewsAR.asp?nid=30627; 10 de março de 2010.

18. Jacqueline Charles e Jim Wyss, “Presidente haitiano adia as eleições de fevereiro, apela por tendas, empregos,” Miami Herald; 27 de janeiro de 2010.

19. Website do Instituto Brasil, brazilportal.wordpress.com/2007/01/14, “Devastação no Haiti aproxima Brasil e Estados Unidos”; 10 de março de 2010.

20. Boletim Informativo nº 46 da USAID.

21. Boletim Informativo nº 12 da USAID, “Haiti—Terremoto”; 24 de janeiro de 2010.

22. Website do The Economist, www.economist.com/world/americas/displaystory.cfm?story_id=15330781, “Um maciço esforço de ajuda encontra dificuldades”; 23 de março de 2010.

23. Website da Agência Reuters, www.reuters.com/assets/print?aid=USTRE60G0CO20100117, “Gangues retornam à favela do Haiti após escaparem da cadeia por causa do terremoto”; 10 de março de 2010.

24. Website da ONU; 22 de março de 2010.

25. Website da Agência Reuters.

26. Website da ONU; 22 de março de 2010.

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