2012-05-08

Conspiradores de 11 de setembro adiam defesa

Neste desenho da corte onde o julgamento é realizado, Walid Bin Attash (e) e Khalik Sheikh Mohammad aparecem durante seus depoimentos formais frente a um juiz no dia 5 de maio. Eles são acusados de conspiração para realizar os ataques de 11 de setembro de 2011. (Foto: AFP)

Neste desenho da corte onde o julgamento é realizado, Walid Bin Attash (e) e Khalik Sheikh Mohammad aparecem durante seus depoimentos formais frente a um juiz no dia 5 de maio. Eles são acusados de conspiração para realizar os ataques de 11 de setembro de 2011. (Foto: AFP)

AFP

O idealizador autoproclamado dos ataques de 11 de setembro e quatro coparticipantes foram acusados na Baía de Guantánamo, no dia 5 de maio, e todos receberão pena de morte caso sejam condenados.

Khalid Sheikh Mohammed e os demais acusados serão formalmente condenados em um tribunal militar pelo planejamento e execução dos ataques de 11 de setembro de 2001 que mataram 2.976 pessoas em Nova York, Washington e Shanksville, na Pensilvânia.

Uma das últimas etapas antes do denominado “julgamento do século”, a acusação representa a segunda vez em que os Estados Unidos tentaram condenar os suspeitos do 11/9.

Isto ocorre mais de uma década depois dos ataques com o maior número de mortos em solo norte-americano na história moderna, e um ano depois que o presidente Barack Obama ordenou aos SEALs da Marinha dos EUA o ataque que matou o homem que estava por trás de tudo – Osama bin Laden.

“Há o desejo de justiça, este é um momento importante para todos nós”, disse Marc Thiessen, ex-redator dos discursos do presidente George W. Bush, que defendia o uso de técnicas mais rigorosas no interrogatório de suspeitos de terrorismo.

Mohammed compareceu ao tribunal militar com Ramzi Binalshibh, do Iêmen, o sobrinho paquistanês de Mohammed, Ali Abk al-Aziz Ali – também conhecido como Ammar al-Baluchi – Walid bin Attash e Mustapha al-Hawsawi, da Arábia Saudita.

Os cinco estão presos há anos na penitenciária de administração norte-americana da Baía de Guantánamo, em Cuba, enquanto se trava uma batalha legal e política para decidir como e onde os indivíduos devem ser julgados.

Já se passaram nove anos da prisão de Mohammed, em 2003, três dos quais ele passou em prisões secretas da CIA, confessando uma série de ataques e complôs após ter sido submetido a severos interrogatórios.

Entre 200 candidatos, 60 jornalistas conseguiram permissão para assistir à audiência na base naval norte-americana no sul de Cuba, enquanto outros 30 cobrirão o evento de Fort Meade, em Maryland, usando transmissão de um circuito fechado de televisão.

“É essencial que haja transparência”, disse à AFP o promotor principal das comissões militares, General Mark Martins.

No entanto, após uma audiência que durou mais de nove horas, Mohammed e seus quatro comparsas decidiram não alegar inocência ou culpa, e sim adiar a defesa para uma outra data.

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